URGENTE: Lulinha, o filho do presidente Lula acaba de ser p… Ver mais

A investigação que avança nos bastidores do poder em Brasília ganhou novos contornos e passou a chamar a atenção de analistas políticos, autoridades e da opinião pública. Documentos e relatos reunidos pela Polícia Federal indicam que uma empresária com acesso a círculos influentes é apontada como elo central de articulações políticas ligadas ao lobista conhecido como “Careca do INSS”. O caso, que mistura relações pessoais, atuação empresarial e agendas institucionais, amplia o debate sobre transparência, limites do lobby e a necessidade de fiscalização constante nas relações entre o setor privado e o Estado.
Segundo informações apuradas pela Polícia Federal, a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é tratada internamente como parte do núcleo político que orbitava o lobista investigado. Mesmo após a deflagração da primeira fase da operação policial, em abril de 2025, as autoridades apontam que os contatos entre ambos continuaram. Para os investigadores, a manutenção dessas relações após o início da apuração reforça a relevância do vínculo e levanta questionamentos sobre o alcance das conexões estabelecidas.
As suspeitas ganharam força a partir da análise de trocas de mensagens apreendidas durante a investigação. Em um dos diálogos, Roberta teria alertado o lobista sobre a apreensão de um envelope que trazia o nome de uma pessoa próxima ao grupo. No mesmo contexto, ela demonstrou preocupação com a possibilidade de o conteúdo desse material se tornar público. Para a Polícia Federal, esse tipo de comunicação sugere um grau de proximidade que vai além de contatos eventuais, embora a análise final ainda esteja em curso.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi uma viagem internacional realizada em novembro de 2024. Conforme revelou a coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, Lulinha e o lobista viajaram juntos em voo de primeira classe de São Paulo para Lisboa. Embora viagens, por si só, não configurem irregularidade, o episódio passou a ser observado dentro de um contexto mais amplo, no qual relações pessoais e interesses empresariais se cruzam com agendas políticas sensíveis.
A apuração também avançou sobre a atuação da empresária junto ao Ministério da Saúde. Registros oficiais obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que Roberta Luchsinger esteve na pasta ao lado do lobista, no mesmo dia, representando a mesma empresa. A Polícia Federal destacou essa parceria ao solicitar medidas contra a empresária, apontando que o lobista frequentou o ministério ao menos cinco vezes em diferentes funções empresariais ao longo de 2024 e 2025.
Os dados indicam que, em 2024, o investigado se apresentou três vezes como diretor de uma empresa de telemedicina, sendo acompanhado por Roberta em uma dessas ocasiões. Já em 2025, ele entrou no Ministério da Saúde como presidente de outra empresa, desta vez voltada ao mercado de cannabis medicinal. A presença recorrente em órgãos estratégicos reforçou o interesse das autoridades em compreender se houve tentativa de influência indevida ou apenas tratativas comerciais dentro dos limites legais.
Em nota divulgada anteriormente, a defesa de Roberta Luchsinger afirmou que ela foi procurada para atuar no mercado de canabidiol e que as conversas não avançaram além de contatos iniciais. A empresária também negou qualquer envolvimento em irregularidades relacionadas ao INSS. Enquanto as investigações seguem, o caso mantém o foco sobre a importância da apuração rigorosa, do direito à defesa e do acompanhamento atento da sociedade sobre como interesses privados dialogam com o poder público.





