BOMBA: Nas eleições, acaba de ser confirmado que Bolsonaro foi… Ver mais

O cenário das eleições de 2026 ganhou uma confirmação importante envolvendo Jair Bolsonaro e que ajuda a definir os rumos da disputa presidencial. O ex-presidente não estará entre os candidatos à Presidência da República neste pleito, enquanto seu filho, Flávio Bolsonaro, foi oficialmente registrado pelo Partido Liberal (PL) para disputar o cargo. Com o início da campanha eleitoral, a ausência de Jair nas urnas passa a ser um dos principais elementos da estratégia do grupo político ligado ao ex-presidente. A situação também aumenta a atenção sobre o papel que Bolsonaro poderá exercer nos bastidores e sobre a capacidade de seu nome continuar influenciando o eleitorado mesmo sem aparecer como candidato. A lista atual reúne 13 candidaturas à Presidência, entre elas a de Flávio e a do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A confirmação ocorre em um momento decisivo do calendário eleitoral. O período oficial de campanha começou em 16 de agosto, depois que os partidos concluíram as convenções e apresentaram os pedidos de registro à Justiça Eleitoral. Jair Bolsonaro está inelegível e, por isso, não pôde registrar uma candidatura presidencial para 2026. Em seu lugar, o PL lançou Flávio Bolsonaro, que passou a assumir formalmente a missão de representar o grupo político nas urnas. A mudança coloca o sobrenome Bolsonaro novamente no centro da eleição presidencial, mas em uma configuração diferente daquela observada em 2018 e 2022. Agora, o desafio é transformar a força política construída por Jair Bolsonaro em apoio eleitoral para o filho, sem que isso represente uma simples repetição das campanhas anteriores.
Flávio, por sua vez, já deixou claro que pretende utilizar a imagem e a trajetória do pai durante sua campanha, dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral. A estratégia é considerada relevante porque Jair Bolsonaro continua sendo uma referência para uma parcela significativa do eleitorado de direita e conservador. Ao mesmo tempo, a campanha precisa apresentar Flávio como um candidato com identidade própria, capaz de defender propostas e estabelecer uma relação direta com os eleitores. Nos primeiros dias da disputa, o senador passou a cumprir uma agenda mais intensa e participou de eventos em diferentes regiões do país. A presença de aliados conhecidos do campo bolsonarista também faz parte desse esforço para ampliar a mobilização e consolidar sua candidatura antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
O impacto da ausência de Jair Bolsonaro, porém, ainda é uma das grandes questões da eleição. Durante anos, o ex-presidente ocupou uma posição central nas disputas nacionais e conseguiu formar uma base eleitoral própria, que permaneceu relevante mesmo depois de sua saída do Palácio do Planalto. Em 2026, esse patrimônio político será colocado à prova por meio da candidatura de Flávio. Pesquisas e análises divulgadas desde o início da campanha mostram que o senador aparece como um dos principais nomes do campo da direita e figura entre os candidatos com possibilidade de avançar para um eventual segundo turno. Ao mesmo tempo, a corrida ainda está aberta, com Lula e outros concorrentes buscando ampliar seus índices e conquistar eleitores que permanecem indecisos.
Outro ponto que chama atenção é a necessidade de Flávio administrar diferentes expectativas dentro do próprio grupo político. A campanha presidencial precisa combinar a defesa do legado de Jair Bolsonaro com propostas capazes de responder aos temas que mais preocupam a população. Economia, segurança pública, saúde, educação e geração de empregos estão entre os assuntos que devem ocupar espaço crescente nos debates ao longo das próximas semanas. Além disso, Flávio terá de enfrentar adversários que também disputam o eleitorado de centro-direita, enquanto tenta ampliar sua presença entre eleitores que não se identificam diretamente com o bolsonarismo. A campanha, portanto, não depende apenas da transferência de popularidade do pai para o filho, mas também da capacidade de apresentar um projeto que consiga alcançar diferentes segmentos do eleitorado.
Com a definição das candidaturas e o início oficial da corrida eleitoral, Jair Bolsonaro permanece como uma figura importante para entender a disputa, mesmo sem concorrer diretamente ao cargo de presidente. Seu nome continuará presente nos discursos, nas estratégias partidárias e nas discussões sobre o futuro da direita brasileira. A grande questão agora é saber até que ponto sua influência será suficiente para impulsionar Flávio durante uma eleição que reúne 13 candidaturas e deve ganhar intensidade à medida que o primeiro turno se aproxima. O resultado dependerá de uma combinação de fatores, incluindo desempenho nos debates, propostas apresentadas, alianças, pesquisas de intenção de voto e capacidade de mobilização. O que já está definido é que, em 2026, o sobrenome Bolsonaro estará novamente na disputa presidencial, mas representado por uma nova candidatura.





