Na Justiça, é confirmada notícia sobre filho de goleiro Bruno: ‘Ele… Ver mais

Uma nova decisão da Justiça colocou novamente em evidência a disputa envolvendo valores destinados à pensão alimentícia de Bruninho Samudio, filho do ex-goleiro Bruno Fernandes. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou a suspensão temporária do repasse de R$ 105 mil que poderia ser utilizado para quitar parcelas atrasadas da pensão. O dinheiro está relacionado a uma indenização obtida por Bruno em um processo contra a Editora Record e permanece depositado judicialmente enquanto a Justiça analisa uma disputa sobre quem tem direito ao crédito. A decisão mais recente foi tomada pela 14ª Câmara de Direito Privado do TJRJ e acrescenta uma nova etapa a um caso que já se estende por diferentes processos judiciais.
O valor entrou no centro da discussão após uma ação movida por Bruno contra a editora por uso indevido de imagem. Depois da decisão favorável ao ex-atleta, a quantia de R$ 105 mil foi depositada em juízo. Em 2025, a Justiça determinou que o saldo disponível naquele processo fosse direcionado à 4ª Vara de Família do Méier, onde tramita a ação relacionada aos valores de pensão alimentícia reivindicados por Bruninho. Na ocasião, o entendimento foi de que a obrigação alimentar deveria receber prioridade. Entretanto, uma nova questão surgiu no processo depois que Bruno havia cedido o direito sobre aquele crédito a uma empresa especializada na negociação de valores judiciais.
A empresa PBL Compras de Créditos Judiciais recorreu da decisão que determinava a transferência do dinheiro. Segundo as informações apresentadas no processo, a companhia argumenta que adquiriu o crédito de boa-fé e antes da determinação que direcionou o montante para a ação de pensão. A operação conhecida como cessão de crédito judicial ocorre quando uma pessoa transfere a outra empresa ou investidor o direito de receber determinada quantia que está sendo discutida ou aguardada em um processo. Em troca, o titular pode receber um valor antecipadamente. É justamente a validade dessa transferência que passou a ser analisada pelo tribunal, mantendo os R$ 105 mil sob controle da Justiça até uma definição mais ampla sobre o caso.
Na decisão de 13 de agosto, o desembargador Luiz Eduardo Cavalcanti determinou a suspensão temporária da transferência do dinheiro. O entendimento apresentado foi de que havia risco de prejuízo de difícil reparação para a empresa caso a quantia fosse liberada antes da análise definitiva do recurso. Com isso, o valor não foi encaminhado neste momento para a ação de família e continua depositado judicialmente. A medida, porém, é provisória e não representa uma decisão final sobre quem deverá receber o dinheiro. O colegiado ainda deverá analisar o recurso apresentado pela empresa, etapa que poderá definir o destino dos recursos envolvidos na disputa.
A situação também chama atenção porque o dinheiro havia sido relacionado ao pagamento de valores alimentares que Bruninho busca receber judicialmente. A discussão, portanto, não envolve apenas a origem da quantia, mas também a prioridade e a titularidade do crédito diante das decisões já tomadas em diferentes momentos. Segundo as informações divulgadas sobre o processo, os honorários advocatícios da defesa de Bruno relacionados à ação foram preservados e não estão incluídos na suspensão determinada pelo tribunal. Enquanto não houver uma decisão definitiva, o montante continuará sem transferência para a Vara de Família, aguardando o posicionamento dos desembargadores responsáveis pela análise do recurso.
Agora, a expectativa está voltada para os próximos passos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A análise definitiva deverá esclarecer se a cessão do crédito feita por Bruno deve prevalecer ou se os recursos poderão ser destinados à quitação dos valores de pensão discutidos na Justiça. Até lá, os R$ 105 mil permanecem bloqueados e não poderão ser movimentados conforme a finalidade anteriormente determinada. O caso mostra como uma única quantia pode se transformar em objeto de diferentes decisões quando existem obrigações financeiras e disputas sobre direitos relacionados a um processo. Para Bruninho, a definição sobre o dinheiro dependerá do resultado dessa análise judicial, que ainda não tem desfecho definitivo divulgado.





