POLÍTICA

BOMBA: Augusto Cury rasga o verbo, diz que não apoiará Lula e Flávio vai ter que… Ver mais

O cenário das eleições presidenciais de 2026 ganhou um novo elemento de atenção nesta quinta-feira (10), após Augusto Cury, candidato do Avante, revelar em quais condições poderia apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. Durante um encontro realizado em São Paulo, o presidenciável afirmou que não pretende apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso a disputa chegue à etapa final. Ao mesmo tempo, deixou aberta a possibilidade de uma aproximação com Flávio, mas estabeleceu exigências relacionadas ao filme “Dark Horse” e ao compromisso com seu programa de governo. A declaração coloca Cury novamente no centro das discussões eleitorais e pode aumentar o interesse sobre o comportamento do eleitorado que busca uma alternativa aos dois principais campos da disputa.

Ao ser questionado sobre sua posição diante de um eventual segundo turno, Cury afirmou que não apoiaria Lula. O candidato também fez críticas ao atual presidente e defendeu que o país precisa buscar novos caminhos na administração pública. Apesar da posição definida em relação ao petista, Cury não apresentou um apoio automático a Flávio Bolsonaro. Pelo contrário: condicionou qualquer manifestação favorável ao candidato do PL ao esclarecimento de questões que, segundo ele, ainda precisam ser respondidas. A postura indica que o candidato do Avante pretende manter autonomia política e evitar que seus eleitores sejam direcionados a uma candidatura sem que determinadas condições sejam atendidas.

Entre os principais pontos apresentados por Cury está o pedido de explicações sobre a produção de “Dark Horse”, cinebiografia relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto passou a receber atenção no ambiente político após questionamentos envolvendo a origem e a destinação de recursos relacionados à produção. Cury afirmou que Flávio Bolsonaro precisaria esclarecer a situação e apresentar informações capazes de afastar dúvidas sobre o assunto. É importante destacar que as questões mencionadas estão relacionadas a investigações e suspeitas que ainda precisam ser analisadas pelas autoridades competentes, não representando, por si só, uma conclusão definitiva sobre responsabilidade de qualquer pessoa.

A declaração de Cury ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou uma operação para apurar suspeitas envolvendo recursos de emendas parlamentares que teriam sido destinados a entidades relacionadas à produção do filme. Segundo informações divulgadas sobre a investigação, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços. Entre os citados na ação estão a produtora Go Up e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). A apuração tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Flávio Dino. Flávio Bolsonaro, por sua vez, não foi apontado como alvo da operação mencionada, embora seu nome tenha aparecido em questionamentos relacionados à captação de recursos para o projeto cinematográfico.

Além das explicações sobre “Dark Horse”, Cury apresentou outra condição para uma eventual aproximação com Flávio Bolsonaro: o compromisso formal com as propostas de seu próprio plano de governo. Segundo o presidenciável, o senador deveria registrar o compromisso e assumir publicamente a responsabilidade de colocar em prática as diretrizes apresentadas pelo Avante. Caso as condições sejam atendidas, Cury afirmou que seus eleitores poderiam decidir livremente pelo candidato do PL. A declaração reforça a estratégia do escritor e psiquiatra de preservar uma identidade própria na corrida presidencial, mesmo diante da possibilidade de ter papel relevante caso a eleição seja definida em dois turnos.

A posição ganha importância porque Cury aparece entre os candidatos que disputam espaço fora da polarização tradicional entre Lula e o grupo político ligado ao bolsonarismo. Pesquisas recentes mostram o candidato do Avante em terceiro lugar em alguns cenários, o que transforma seu eleitorado em um grupo potencialmente relevante para uma eventual segunda etapa da eleição. Com a campanha ainda em andamento, novas declarações e pesquisas poderão modificar o cenário. Por enquanto, Cury deixou uma mensagem clara: não pretende apoiar Lula e também não oferece um eventual apoio a Flávio Bolsonaro sem antes receber explicações sobre “Dark Horse” e um compromisso formal com suas propostas.