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Morre o ex-deputado Érico da Silva, avô do nosso querido Ni… Ver mais

Morreu neste domingo, 27 de setembro, aos 90 anos, Érico da Silva Ribeiro, empresário e produtor rural que se tornou um dos nomes mais conhecidos do agronegócio da metade Sul do Rio Grande do Sul. Reconhecido durante décadas pelo apelido de “Rei do Arroz”, ele construiu uma trajetória marcada pela produção em larga escala, pela participação em entidades ligadas ao setor e por uma atuação que ultrapassou os limites das propriedades rurais. Érico estava internado na UTI do Hospital Unimed, em Pelotas. Conforme informações divulgadas pela família, ele apresentou duas paradas cardíacas e, posteriormente, sofreu um infarto. A morte ocorreu por volta das 1h55, encerrando uma trajetória de nove décadas que ficou associada à história da produção de arroz no estado.

Nascido em Camaquã, no Rio Grande do Sul, Érico da Silva Ribeiro era formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Apesar da formação acadêmica, foi no campo que desenvolveu a maior parte de sua vida profissional. Ao longo dos anos, tornou-se produtor, empresário e dirigente de entidades relacionadas ao setor agropecuário. Sua atuação também alcançou a política, ampliando a presença de seu nome em diferentes áreas da vida pública e econômica gaúcha. A combinação entre conhecimento técnico, administração empresarial e experiência no meio rural ajudou a construir uma trajetória que chamou a atenção do setor produtivo e da imprensa nacional, especialmente durante o período de maior expansão de seus negócios.

Foi durante a década de 1990 que Érico alcançou uma das fases de maior destaque em sua carreira empresarial. Suas lavouras chegaram a ocupar dezenas de milhares de hectares, enquanto a produção anual alcançava centenas de milhares de toneladas de arroz. A dimensão das operações fez com que seu nome ganhasse projeção muito além do Rio Grande do Sul. Em 1995, a Folha de S.Paulo apresentou Érico como o maior produtor individual de arroz do mundo, uma referência que ajudou a consolidar o apelido pelo qual passou a ser lembrado por muitas pessoas. Naquele período, o tamanho de sua produção refletia a importância que o cultivo do arroz já possuía para a economia da metade Sul gaúcha.

A trajetória de Érico também acompanhou diferentes momentos do agronegócio brasileiro, incluindo períodos de crescimento, mudanças no mercado e desafios enfrentados pelos produtores. Sua experiência empresarial fez com que acompanhasse de perto questões relacionadas à produção, à administração das propriedades e às condições econômicas do setor. Para muitos produtores e profissionais ligados ao campo, sua história passou a representar uma fase de expansão da produção em grande escala no Rio Grande do Sul. Mais do que os números alcançados pelas lavouras, o nome de Érico ficou associado a uma época em que empresários rurais ganharam espaço no debate econômico e passaram a ter maior visibilidade nacional.

Ao longo de sua vida, Érico manteve ligação com a região onde nasceu e com a atividade que marcou sua carreira. Camaquã e outras áreas da metade Sul do estado fazem parte de uma região tradicionalmente relacionada à produção de arroz, atividade que movimenta propriedades rurais, empresas, trabalhadores e diferentes segmentos da economia. Nesse cenário, a trajetória do empresário acompanhou transformações importantes do setor e ajudou a tornar seu nome conhecido entre pessoas ligadas ao agronegócio. Sua passagem também pela direção de entidades e pela política ampliou o alcance de sua atuação, fazendo com que fosse reconhecido não apenas como produtor, mas como uma personalidade de destaque na história empresarial regional.

A notícia da morte de Érico da Silva Ribeiro encerra uma trajetória marcada por grandes números, participação empresarial e forte ligação com o campo gaúcho. Aos 90 anos, ele deixa como principal referência uma história construída ao longo de décadas e associada ao desenvolvimento da produção de arroz em larga escala no Rio Grande do Sul. O apelido “Rei do Arroz”, que atravessou gerações, permanece como uma das principais marcas de sua trajetória e ajuda a dimensionar a importância que alcançou no agronegócio. A família informou os detalhes sobre os últimos momentos de sua vida, enquanto amigos, produtores e pessoas que acompanharam sua caminhada prestam homenagens e relembram a contribuição de Érico para o setor rural e para a história econômica da metade Sul do estado.