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Tony Ramos CHOCA ao dizer que Flávio e Lula n… Ver mais

Tony Ramos voltou a chamar a atenção ao comentar sua relação com a política e explicar por que decidiu não revelar publicamente o candidato em quem pretende votar nas eleições de 2026. Aos 78 anos, o ator participou do programa Roda Viva, da TV Cultura, exibido na segunda-feira (28), em uma edição especial pelos 40 anos da atração. Durante a entrevista, ele afirmou que tem uma posição política definida e já sabe qual candidato pretende apoiar, mas prefere preservar essa informação. A escolha do artista reacendeu o debate sobre até que ponto personalidades conhecidas devem tornar públicas suas preferências eleitorais, especialmente quando possuem grande alcance junto ao público.

Conhecido por uma carreira de mais de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão, Tony Ramos explicou que sua decisão não representa falta de interesse pelos assuntos do país. Segundo o ator, ele acompanha a política, possui convicções e conversa sobre o tema com pessoas próximas, mas não pretende transformar sua imagem pública em instrumento de campanha. Ao comentar o assunto, destacou que não costuma declarar voto nem fazer campanha para candidatos. Para ele, existe uma diferença entre exercer o direito de ter uma escolha política e utilizar a própria notoriedade para tentar influenciar diretamente a decisão eleitoral de outras pessoas.

O ator também ressaltou que sua opção por não divulgar o voto não significa abrir mão de participar do debate público. Durante a conversa, Tony Ramos defendeu que artistas, assim como os demais cidadãos, têm liberdade para falar sobre política e questões que envolvem a sociedade. Ele afirmou que paga impostos, possui opiniões e se considera uma pessoa que participa da vida política do país. Ao mesmo tempo, reforçou a importância de cada eleitor poder decidir individualmente se deseja ou não tornar pública sua preferência nas urnas. Dessa forma, sua posição apresentada no programa foi a de separar a manifestação de ideias políticas da divulgação de uma escolha eleitoral pessoal.

A relação entre política, democracia e liberdade de expressão ganhou ainda mais espaço quando Tony Ramos relembrou experiências profissionais vividas durante a Ditadura Militar, entre 1964 e 1985. O ator contou que trabalhou em um período no qual produções artísticas estavam sujeitas à avaliação de censores antes de chegar ao público. Entre as lembranças mencionadas está uma situação relacionada à novela O Astro, exibida em 1977, quando uma cena de seu personagem precisou ser discutida entre profissionais da produção e responsáveis pela censura. As recordações ajudaram a contextualizar a importância que o artista atribui atualmente à liberdade de expressão e ao direito de diferentes opiniões coexistirem.

Ao falar sobre democracia, Tony Ramos também afirmou que ninguém é dono de uma verdade absoluta e defendeu o respeito à liberdade de pensamento. Para o ator, é possível ter convicções políticas claras sem necessariamente revelar o voto ao público. A declaração ocorre em um momento em que as escolhas de figuras conhecidas costumam despertar grande interesse nas redes sociais e entre os espectadores. No entanto, no caso do artista, a decisão foi manter reservado o nome do candidato escolhido, enquanto continua expressando opiniões sobre temas políticos e sociais que considera relevantes.

A participação no Roda Viva colocou em evidência uma questão que ultrapassa a escolha pessoal de Tony Ramos: o direito de cada eleitor decidir quanto deseja compartilhar sobre sua preferência política. O ator deixou claro que tem candidato e posicionamento definidos, mas entende que a exposição dessa escolha deve ser uma decisão individual. Ao recordar episódios de sua trajetória e relacioná-los à defesa da democracia, ele apresentou uma visão construída ao longo de décadas de carreira. Assim, mesmo sem revelar seu voto, Tony Ramos reafirmou que pretende continuar participando do debate público, mantendo sua escolha eleitoral em âmbito reservado.