BOMBA: Em plena quarta-feira, filho de Lula acaba de ser p… Ver mais

Dois ex-integrantes do alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão em estágio avançado de negociação de delação premiada, em um movimento que pode ampliar significativamente o alcance das investigações sobre supostas irregularidades na autarquia. A informação, apurada pela coluna, indica que os depoimentos trazem novos personagens ao centro do caso e reforçam a expectativa de desdobramentos políticos nas próximas semanas. O acordo, que ainda depende de validação judicial, tem potencial para redefinir o rumo das apurações e provocar impactos relevantes no cenário institucional.
Os delatores são o ex-procurador do INSS, Virgílio Oliveira Filho, e o ex-diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis. Ambos ocuparam cargos estratégicos e, segundo fontes próximas às negociações, apresentaram relatos detalhados sobre o funcionamento interno do órgão, além de descreverem supostos mecanismos utilizados para favorecer interesses específicos dentro da estrutura administrativa. As informações fornecidas estariam sendo analisadas por autoridades responsáveis pela condução do caso, que avaliam a consistência do material entregue.
Entre os nomes mencionados nos depoimentos está o de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o que foi relatado à coluna, os ex-servidores teriam apresentado elementos que apontam para um possível envolvimento dele em tratativas relacionadas ao esquema investigado. Até o momento, não há manifestação pública de defesa por parte de Fábio Luís sobre as citações específicas contidas na negociação de delação. O espaço permanece aberto para posicionamento.
Outro nome citado nas declarações é o da ex-ministra Flávia Arruda, atualmente conhecida como Flávia Péres. Ela comandou a Secretaria de Relações Institucionais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esta é a primeira vez que o nome da ex-ministra surge vinculado ao caso em apuração. Segundo os delatores, haveria participação de agentes políticos em articulações relacionadas ao esquema descrito nos depoimentos, embora os detalhes ainda estejam sob análise das autoridades competentes.
Flávia Péres é casada com o economista Augusto Lima, que já ocupou posição de liderança no Banco Master e manteve relações empresariais com Daniel Vorcaro, conhecido no setor financeiro. Apesar da menção indireta a esse círculo de relações, não há indicação formal de que os citados tenham sido incluídos como investigados até o momento. Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a simples citação em delação não implica culpa, sendo necessária a apresentação de provas que confirmem os relatos para que eventuais medidas judiciais avancem.
O possível acordo de colaboração premiada ocorre em um contexto de intensificação das investigações sobre atos praticados na administração pública federal nos últimos anos. Juristas destacam que delações envolvendo ex-ocupantes de cargos estratégicos costumam gerar repercussão ampla, especialmente quando alcançam figuras de projeção nacional. Caso os termos sejam homologados, o conteúdo dos depoimentos poderá fundamentar novas frentes de apuração e ampliar o escopo das responsabilidades analisadas.
Nos bastidores políticos, o tema já provoca movimentações e preocupação em diferentes partidos. Lideranças acompanham atentamente os desdobramentos, cientes de que a confirmação das informações pode influenciar debates no Congresso e repercutir na opinião pública. Enquanto o processo de delação segue em fase final de negociação, cresce a expectativa por esclarecimentos oficiais. A consolidação do acordo e a eventual divulgação de trechos dos depoimentos tendem a marcar um novo capítulo nas investigações envolvendo o INSS e atores de destaque do cenário político nacional.





