BOMBA: ‘Manda prender’, diz Lula, ao falar do s… Ver mais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar publicamente a condução da Operação Lava Jato durante um evento da Petrobras realizado nesta segunda-feira, no interior de São Paulo. Em discurso direcionado a trabalhadores da estatal, o petista afirmou que o combate à corrupção deveria ter sido feito sem prejudicar a empresa e seus funcionários, defendendo punições diretamente aos responsáveis pelos crimes investigados.
Ao comentar os escândalos envolvendo contratos da Petrobras nos últimos anos, Lula declarou que o correto seria responsabilizar empresários envolvidos em irregularidades, sem enfraquecer a estatal brasileira. Segundo ele, a forma como as investigações foram conduzidas acabou atingindo a imagem da companhia e afetando milhares de trabalhadores.
“Manda prender o dono da empresa”, afirmou o presidente ao defender que empresas suspeitas de corrupção deveriam ter contratos rompidos, enquanto os responsáveis responderiam individualmente pelos atos cometidos. Lula argumentou que a Petrobras acabou sendo colocada no centro de uma crise política e econômica que, na visão dele, extrapolou o combate à corrupção.
Durante o evento, o presidente também relembrou o período mais intenso da Lava Jato e afirmou que funcionários da Petrobras e sindicalistas chegaram a sofrer ataques e acusações públicas na época. Em tom crítico, Lula disse que havia setores políticos interessados em desgastar a imagem da estatal brasileira.
O petista ainda voltou a mencionar o ex-juiz Sergio Moro, figura central da Lava Jato, acusando a operação de agir de forma prejudicial contra a Petrobras. Segundo Lula, o objetivo das investigações teria ultrapassado o enfrentamento à corrupção e passado a atingir diretamente a credibilidade da empresa perante a população e o mercado internacional.
Mesmo com as críticas ao passado, Lula destacou que a Petrobras conseguiu superar os impactos da crise e afirmou que a estatal hoje estaria mais forte. O presidente afirmou que os brasileiros não desistiram da companhia e classificou a recuperação da empresa como símbolo de resistência nacional.
A fala aconteceu durante um evento oficial da Petrobras em Paulínia, no interior paulista, onde o governo apresentou medidas e investimentos ligados ao setor energético. Nos bastidores políticos, a declaração voltou a movimentar debates sobre os desdobramentos da Lava Jato e a relação histórica entre o PT e as investigações que marcaram a política brasileira na última década.
As declarações do presidente rapidamente repercutiram nas redes sociais e entre parlamentares da oposição, que voltaram a defender o legado da operação. Aliados de Lula, por outro lado, reforçaram o discurso de que houve excessos durante as investigações e prejuízos econômicos à estatal brasileira.
A Operação Lava Jato foi iniciada em 2014 e investigou esquemas de corrupção envolvendo contratos da Petrobras, grandes empreiteiras e agentes políticos. O caso se tornou uma das maiores investigações da história do país, levando à prisão empresários, executivos e políticos de diferentes partidos.
Nos últimos anos, porém, diversas decisões da operação passaram a ser questionadas judicialmente. Condenações foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, especialmente em processos relacionados ao próprio Lula, que teve os direitos políticos restabelecidos após decisões da Corte.
Ao encerrar o discurso, Lula voltou a defender a Petrobras como patrimônio nacional e afirmou que a estatal continuará sendo peça estratégica para o desenvolvimento econômico do país. Segundo ele, a empresa seguirá crescendo e ampliando investimentos nos próximos anos, apesar das crises enfrentadas ao longo de sua história.





