Ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Flávio acaba de s… Ver mais

Depois de permanecer por um longo período distante das disputas eleitorais, Rogéria Bolsonaro voltou ao centro das atenções e passou a ocupar novamente um espaço importante no cenário político do Rio de Janeiro. Ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, ela decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A movimentação representa uma nova tentativa de retomar uma trajetória que já teve passagem pelo Legislativo municipal e que, durante anos, ficou em segundo plano. Aos 66 anos, Rogéria aparece agora em uma estratégia política que também envolve o fortalecimento do sobrenome Bolsonaro no estado. A candidatura ganhou ainda mais repercussão depois que o Partido Liberal destinou R$ 1 milhão para sua campanha, colocando a ex-vereadora novamente sob os holofotes em um momento decisivo para as articulações eleitorais.
A relação de Rogéria com a política não começou agora. Ela exerceu dois mandatos consecutivos como vereadora do Rio de Janeiro, tendo sido eleita nas disputas de 1992 e 1996. Depois daquele período, porém, sua presença nas urnas diminuiu consideravelmente. Em 2020, já filiada ao Republicanos, tentou retornar à Câmara Municipal, mas terminou a eleição na condição de suplente. O novo movimento representa, portanto, uma mudança importante em relação aos últimos anos e coloca novamente seu nome em uma disputa de alcance estadual. Antes de optar pela Câmara, Rogéria chegou a ser anunciada como pré-candidata a suplente ao Senado em uma composição política no Rio. As mudanças no cenário eleitoral, entretanto, fizeram com que a estratégia fosse revista e ela passasse a concentrar seus esforços na candidatura a deputada federal.
A decisão de voltar às urnas ocorre em meio a uma reorganização das forças políticas ligadas ao grupo Bolsonaro no Rio de Janeiro. Inicialmente, Rogéria estava sendo considerada para ocupar a primeira suplência de Márcio Canella em uma candidatura ao Senado. Com as alterações no cenário político e a necessidade de redefinir algumas alianças, seu nome ganhou uma função diferente dentro do projeto eleitoral. A mudança chama atenção porque o sobrenome Bolsonaro continua sendo um dos principais ativos políticos do grupo no estado, especialmente em uma eleição que terá diversas disputas relevantes. Além de Rogéria, outros integrantes da família também estão envolvidos nas eleições de 2026, ampliando a presença do núcleo familiar em diferentes corridas eleitorais. O movimento mostra que a família busca manter uma participação expressiva no processo político, mesmo diante das mudanças ocorridas nos últimos anos.
Outro fator que contribui para a repercussão da candidatura é o histórico familiar e político de Rogéria. Ela foi casada com Jair Bolsonaro entre 1978 e 1997 e é mãe dos três primeiros filhos do ex-presidente: Flávio, Eduardo e Carlos. Sua trajetória política também está ligada a um período em que a família começou a ampliar sua presença na vida pública do Rio. Depois de deixar a Câmara Municipal, Rogéria passou muitos anos longe das disputas eleitorais, retornando gradualmente ao debate político após a ascensão nacional de Jair Bolsonaro. A tentativa de 2020, contudo, não resultou em um mandato. Agora, a aposta é em uma eleição diferente, para um cargo de maior alcance e em uma conjuntura na qual o eleitorado do Rio deverá escolher novos representantes para o Congresso Nacional.
A candidatura também ocorre em um momento de intensa movimentação dentro do campo político associado ao ex-presidente. O Rio de Janeiro terá importantes disputas para o Senado e para a Câmara, enquanto diferentes grupos tentam consolidar seus nomes antes do período eleitoral. Nesse ambiente, a presença de Rogéria pode representar uma tentativa de ampliar a quantidade de representantes ligados ao sobrenome Bolsonaro no Legislativo. O financiamento de R$ 1 milhão anunciado pelo PL reforça a dimensão que a legenda pretende dar à candidatura e demonstra que seu nome recebeu atenção dentro da estrutura partidária. Ao mesmo tempo, a disputa não está definida e dependerá da campanha, da formação das alianças, da receptividade dos eleitores e do desempenho nas urnas. O retorno à política, portanto, abre uma nova etapa para Rogéria, mas o resultado dependerá exclusivamente da decisão do eleitorado.
Com a campanha de 2026 se aproximando de uma fase cada vez mais decisiva, Rogéria Bolsonaro volta a ocupar um espaço que durante anos esteve distante de sua rotina. A escolha pela Câmara dos Deputados transforma sua candidatura em um dos movimentos que merecem atenção dentro da política fluminense, principalmente pelo peso do sobrenome que carrega e pela ligação direta com uma das famílias mais conhecidas da política brasileira. O desafio agora será transformar essa visibilidade em votos e construir uma campanha capaz de conquistar espaço em uma disputa que reúne diversos nomes e interesses. Para os aliados, o retorno representa uma oportunidade de recuperar uma trajetória interrompida; para os eleitores, será a chance de decidir se Rogéria terá novamente um mandato eletivo. Até outubro, novas alianças, pesquisas e decisões partidárias ainda poderão alterar o cenário, mas uma coisa já está definida: a ex-mulher de Bolsonaro deixou de ser apenas uma personagem do passado político da família e voltou oficialmente à disputa por um lugar no Congresso.





