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Nessa terça feira: Flávio Bolsonaro recebe a pior notícia, esta perd… Ver mais

Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta segunda-feira trouxe sinais importantes sobre a corrida presidencial de 2026 e revelou mudanças no cenário das intenções de voto para um eventual segundo turno. O levantamento do instituto Real Time Big Data aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro, consolidando uma diferença de cinco pontos percentuais entre os dois. Os números chamam atenção por indicarem movimentações relevantes no eleitorado nacional em um momento em que as articulações políticas começam a ganhar intensidade e os possíveis candidatos ampliam sua presença no debate público.

De acordo com os dados apresentados pelo instituto, Lula alcançou 45% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, registrando crescimento de dois pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, divulgada no início de maio. Flávio aparece com 40%, após uma redução de quatro pontos percentuais no mesmo período. O resultado representa a primeira sondagem realizada após a repercussão das revelações envolvendo conversas atribuídas ao senador e ao banqueiro Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Embora a pesquisa não estabeleça relação direta entre os fatos e a mudança nos números, o levantamento passou a ser acompanhado com atenção por analistas e observadores do cenário político nacional.

O estudo também avaliou outros possíveis confrontos de segundo turno envolvendo o atual presidente. Em uma disputa contra Ronaldo Caiado, os dois aparecem em situação de empate numérico, com 43% das intenções de voto para cada lado. Já em um cenário contra Romeu Zema, Lula registra 43%, enquanto o ex-governador mineiro alcança 40%. Quando o adversário testado é Renan Santos, o presidente obtém 46% das intenções de voto, contra 30% do concorrente. Entre todos os cenários analisados, a maior diferença foi observada diante de Aécio Neves, com Lula registrando 47% e o parlamentar tucano 23%, demonstrando um desempenho mais confortável nesse confronto específico.

No levantamento referente ao primeiro turno, Lula lidera com 38% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição com 31%. Na sequência surgem Renan Santos e Ronaldo Caiado, ambos com 6%, seguidos por Romeu Zema com 4%. Aécio Neves e Joaquim Barbosa registram 3% cada um, enquanto Augusto Cury alcança 1%. Outros candidatos somam 1% das preferências. O estudo mostra ainda que 3% dos entrevistados afirmaram votar em branco ou anular o voto, enquanto 4% declararam não saber em quem votar ou preferiram não responder. O cenário evidencia que, apesar da liderança de Lula, ainda existe espaço para movimentações eleitorais nos próximos meses.

Além das intenções de voto, a pesquisa avaliou a percepção dos brasileiros sobre a administração federal. Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados afirmaram desaprovar o governo Lula, enquanto 43% declararam aprová-lo. Quando questionados sobre a avaliação da gestão, 14% classificaram o governo como ótimo e outros 14% como bom. A opção regular foi escolhida por 25% dos participantes. Já as avaliações negativas somaram percentuais expressivos, com 20% considerando a administração ruim e 27% classificando-a como péssima. Outros 2% não souberam responder ou preferiram não emitir opinião sobre o tema.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05864/2026, a pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2 mil pessoas em todas as regiões do país entre os dias 29 e 30 de maio de 2026. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Os resultados oferecem um retrato atualizado do ambiente político nacional e mostram que a disputa presidencial segue aberta, com diferentes cenários ainda em formação. À medida que o calendário eleitoral avança, pesquisas como esta continuarão sendo observadas por partidos, lideranças e eleitores interessados em acompanhar as tendências que poderão influenciar os rumos das eleições de 2026.