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Olha só o que a polícia fez com homem que c0rt0u pern@s de cavalo, eles… Ver mais

Uma cena de brutalidade ocorrida em Bananal, no interior de São Paulo, chocou moradores da cidade e ganhou repercussão em todo o país. Um cavalo foi obrigado a cavalgar por cerca de 15 quilômetros na tarde de sábado (16), até cair no chão por exaustão e morrer. O tutor do animal, identificado como Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, não apenas ignorou o sofrimento do cavalo, como ainda o mutilou após a morte, amputando-lhe duas patas e desferindo golpes de facão na região do abdômen. O caso, registrado pela Polícia Militar, é tratado como crime de maus-tratos com agravante de morte.

De acordo com a ocorrência, policiais foram acionados após uma denúncia que relatava a prática de crueldade contra o animal. Testemunhas informaram que Andrey havia participado de uma cavalgada, percorrendo cerca de 15 km em um trajeto irregular e desgastante. O cavalo, debilitado e sem condições físicas de suportar o esforço, caiu no chão e morreu logo em seguida. O tutor, no entanto, decidiu mutilar o corpo. Segundo relatou à polícia, a intenção seria “facilitar o lançamento do cadáver ribanceira abaixo”, já que o local era de difícil acesso.

A justificativa, no entanto, só aumentou a indignação. Para os investigadores, a ação revela frieza e falta de compaixão. Após a constatação da morte e da mutilação, a Polícia Militar Ambiental foi acionada e formalizou a qualificação do autor, que confirmou o ocorrido. Ele foi liberado em seguida, mas o caso segue sob investigação da Polícia Civil. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que diligências continuam para reunir provas e garantir a responsabilização do suspeito.

As imagens do cavalo mutilado circularam rapidamente nas redes sociais, provocando revolta generalizada. Personalidades e ativistas pela causa animal usaram suas plataformas para cobrar punição exemplar. A protetora Luísa Mell fez uma publicação contundente: “Monstros! Como pode gente? Pelo amor de Deus! Exigimos punição! Estes covardes têm que pagar! Cortaram as patas de um cavalo simplesmente porque ele não aguentava mais andar!”. A publicação viralizou e trouxe ainda mais visibilidade ao caso.

Além dela, a cantora sertaneja Ana Castela, conhecida por sua ligação com o universo agro e com animais, também se manifestou. “Covardia sem tamanho. Que este caso não caia no esquecimento e que a Justiça seja feita”, escreveu em suas redes. A mobilização digital deu força ao debate e pressionou autoridades locais. Organizações de proteção animal planejam realizar manifestações para pedir maior rigor nas punições a crimes de maus-tratos, que, de acordo com a legislação brasileira, podem levar a penas de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de guarda de animais.

A Prefeitura de Bananal também emitiu nota oficial repudiando o episódio. No comunicado, a administração destacou ter encaminhado o caso imediatamente à Delegacia de Polícia e à Polícia Ambiental, reforçando o compromisso de colaborar com as investigações. “A Prefeitura repudia qualquer ato de crueldade contra os animais e reforça seu compromisso em zelar pelo bem-estar de todos”, afirmou em nota. A iniciativa foi vista como uma resposta rápida para demonstrar que a cidade não tolera crimes dessa natureza.

Enquanto a investigação segue, a população de Bananal e de outras regiões continua atônita diante da crueldade revelada. O caso expôs não apenas a vulnerabilidade dos animais diante de maus tutores, mas também a necessidade de ampliar campanhas de conscientização e garantir que a legislação seja cumprida de forma rigorosa. A repercussão nacional é um indicativo de que a sociedade não aceita mais conviver com esse tipo de violência. Agora, resta saber se a Justiça dará uma resposta à altura da indignação coletiva.