POLÍTICA

Triste notícia chega para Lula nesta quinta-feira após ter seu…Ver mais

Uma nova pesquisa PoderData/Aya coloca o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante de um cenário que merece atenção a poucos meses da eleição de 2026. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (27), mostra que 48% dos entrevistados classificam a atual administração como “ruim” ou “péssima”, enquanto 33% avaliam o governo como “ótimo” ou “bom”. Outros 17% consideram o trabalho do Executivo “regular”, e 2% não souberam responder. O resultado revela uma diferença de 15 pontos percentuais entre as avaliações negativas e positivas e ganha ainda mais relevância por surgir em um período de intensa movimentação política.

Um dos pontos que mais chama atenção no levantamento é a diferença de percepção entre as regiões brasileiras. O Nordeste aparece como a única região em que a avaliação positiva supera a negativa: 41% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 38% fazem uma avaliação ruim ou péssima. No Norte, 47% avaliam negativamente a administração, contra 35% de avaliações positivas. Já no Centro-Oeste, 53% classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 28% têm percepção favorável. Os números mostram que a imagem da gestão federal não é uniforme e apresenta diferenças importantes de acordo com a região do país.

No Sudeste, que concentra uma parcela expressiva do eleitorado nacional, a pesquisa aponta 50% de avaliações negativas e 31% positivas. A situação aparece ainda mais desfavorável no Sul, onde 58% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 29% consideram a administração ótima ou boa. Essa divisão regional pode ter peso relevante no cenário eleitoral, já que candidatos e partidos deverão concentrar esforços em diferentes áreas do país para ampliar sua presença e conquistar eleitores. Ao mesmo tempo, os dados indicam que o desempenho do governo é percebido de maneira bastante diferente conforme a localização dos entrevistados.

A pesquisa também ajuda a entender o momento político de Lula quando os números de avaliação do governo são observados ao lado de outros indicadores eleitorais. No mesmo levantamento, 50% dos entrevistados disseram desaprovar o desempenho pessoal do presidente, enquanto 42% afirmaram aprová-lo. Na avaliação específica da administração federal, os percentuais foram de 51% de desaprovação e 42% de aprovação em outra pergunta do estudo, mostrando que a percepção sobre o presidente e sobre o governo pode apresentar diferenças conforme a forma como o eleitor é questionado. Para uma eleição competitiva, esses indicadores se tornam relevantes porque ajudam a medir o ambiente de opinião pública em torno do atual governo.

O levantamento foi realizado pelo PoderData/Aya entre os dias 23 e 26 de agosto, por meio de entrevistas telefônicas com 2.400 pessoas distribuídas por 555 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04974/2026. Como ocorre com qualquer levantamento de opinião, os resultados representam o momento em que as entrevistas foram realizadas e podem sofrer alterações conforme novos acontecimentos políticos, econômicos e sociais influenciem a percepção dos eleitores.

Com a corrida eleitoral ganhando espaço no debate nacional, os números apresentados pelo PoderData/Aya devem alimentar novas discussões sobre os caminhos do governo Lula e os desafios para melhorar sua avaliação junto ao eleitorado. A vantagem das avaliações negativas sobre as positivas aparece em praticamente todas as regiões, mas o desempenho no Nordeste mostra que existe uma base regional em que a percepção favorável permanece acima da desfavorável. Ao mesmo tempo, os índices registrados no Sul, Sudeste e Centro-Oeste indicam áreas onde a avaliação é mais crítica. O cenário, portanto, ainda está sujeito a mudanças, e os próximos levantamentos poderão mostrar se essa fotografia representa uma tendência duradoura ou apenas o retrato de um momento específico da disputa de 2026.