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Vidente CHOCA a todos ao dizer que Lula vai.. Ver mais

A poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, uma declaração da sensitiva Lene Sensitiva voltou a chamar a atenção nas redes sociais. Durante participação no programa Chupim, da Metropolitana FM, ela foi questionada sobre a disputa pela Presidência da República e compartilhou sua percepção pessoal sobre o resultado da votação. Lene afirmou acreditar que Luiz Inácio Lula da Silva será reeleito e acrescentou que, em sua avaliação, não estaria percebendo um cenário que levasse a uma disputa presidencial prolongada. A declaração ganhou repercussão justamente na reta final da campanha, quando candidatos, partidos e eleitores acompanham as últimas movimentações antes da abertura das urnas. O primeiro turno está marcado para este domingo (4), segundo o calendário oficial da Justiça Eleitoral.

Durante a conversa, Lene também mencionou a possibilidade de uma definição ainda na primeira etapa da eleição. A afirmação, porém, deve ser compreendida como uma previsão ligada à atividade da sensitiva, e não como uma projeção eleitoral baseada em levantamento estatístico. A diferença é importante porque pesquisas de intenção de voto utilizam métodos específicos para entrevistar eleitores e estimar o cenário naquele determinado período. Já declarações de caráter intuitivo ou espiritual não empregam esse tipo de metodologia. Por isso, a fala de Lene representa exclusivamente sua percepção sobre o pleito e não substitui pesquisas registradas nem informações oficiais da Justiça Eleitoral. O resultado da eleição será determinado pelos votos efetivamente registrados e posteriormente contabilizados pelo sistema eleitoral brasileiro.

O interesse em torno da declaração aumenta quando ela é colocada lado a lado com os levantamentos divulgados nos últimos dias. O Datafolha, em pesquisa realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios, apontou Lula com 45% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu com 40%. Considerando todos os votos, incluindo brancos, nulos e indecisos, os percentuais foram de 42% para Lula e 38% para Flávio. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Esses números representam o cenário encontrado no período da coleta e não constituem uma antecipação do resultado oficial.

A mesma pesquisa também apresentou uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, Lula registrou 48% das intenções de voto, contra 45% de Flávio, diferença que fica dentro da margem de erro informada pelo instituto. O levantamento mostrou ainda que 82% dos eleitores que já possuem uma escolha para o primeiro turno afirmaram estar totalmente decididos, enquanto 17% disseram que ainda poderiam mudar de opinião até a votação. Esses dados ajudam a dimensionar o momento da disputa, mas também reforçam a necessidade de separar pesquisas, opiniões pessoais e o resultado oficial das urnas.

A proximidade da votação também explica por que declarações feitas por pessoas conhecidas passam a receber atenção adicional. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a participar das eleições de 2026. No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os brasileiros escolherão presidente e vice-presidente, governadores e vice-governadores, senadores e deputados federais, estaduais ou distritais. Caso seja necessário segundo turno para os cargos de presidente ou governador, a nova votação está prevista para 25 de outubro. Assim, manifestações públicas, pesquisas e análises ocupam espaço no debate eleitoral durante os últimos momentos antes da decisão dos eleitores.

A declaração de Lene Sensitiva, portanto, entra no cenário eleitoral como uma manifestação pessoal feita durante uma entrevista e repercutida nas redes sociais. Embora tenha despertado curiosidade pelo momento em que foi divulgada, ela não permite determinar antecipadamente o resultado da eleição. Da mesma forma, pesquisas de intenção de voto são retratos estatísticos de períodos específicos e também não substituem a apuração oficial. A resposta definitiva sobre quem ocupará a Presidência da República dependerá dos votos depositados nas urnas e da totalização realizada pela Justiça Eleitoral. Até lá, a disputa permanece aberta aos eleitores, que terão a responsabilidade de definir suas escolhas no primeiro turno deste domingo.