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URGENTE: PL pede para Michelle ser substituída n… Ver mais

O Partido Liberal (PL) tomou uma decisão que coloca novamente Michelle Bolsonaro no centro das atenções do cenário político brasileiro. A legenda pretende recorrer à Justiça para tentar autorizar que a ex-primeira-dama seja substituída pela irmã, Geovanna Kathleen Ferreira Lima, nos cuidados de Jair Bolsonaro em casa. A iniciativa busca permitir que Michelle tenha maior liberdade para participar das atividades políticas e da campanha eleitoral de 2026. A informação foi divulgada em 20 de agosto e repercutiu justamente em um momento de intensa movimentação dentro do grupo político ligado ao ex-presidente.

A estratégia apresentada pelo PL está relacionada à necessidade de conciliar a rotina familiar de Michelle com sua atuação política. Atualmente, ela é candidata ao Senado pelo Distrito Federal e vem participando de eventos e agendas partidárias. O partido entende que uma eventual autorização judicial para a substituição nos cuidados permitiria que Michelle ampliasse sua presença na campanha, inclusive em compromissos ligados à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A solicitação, portanto, envolve tanto uma questão familiar quanto os planos eleitorais da legenda para os próximos meses.

O assunto ganhou ainda mais relevância porque Michelle confirmou oficialmente sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. O lançamento ocorreu em 16 de agosto, durante um evento em Ceilândia, onde ela apresentou a disputa eleitoral como uma missão assumida dentro do projeto político de sua família. Desde então, sua presença em atos públicos passou a ser observada com atenção por aliados e adversários, principalmente devido ao papel que pode desempenhar na mobilização do eleitorado e na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

A situação também acontece em meio à reorganização do PL para as eleições de 2026. Michelle tem participado de encontros políticos e, em eventos recentes, apareceu ao lado de Flávio Bolsonaro, reforçando publicamente o apoio à candidatura presidencial do senador. Ao mesmo tempo, uma pesquisa divulgada em 19 de agosto mostrou Michelle na liderança da disputa pelo Senado no Distrito Federal, com 25% das intenções de voto no cenário estimulado. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 14 e 18 de agosto e apresentou margem de erro de dois pontos percentuais.

A movimentação do partido ocorre, portanto, em um período considerado importante para a definição das estratégias eleitorais. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão está prevista para começar em 28 de agosto, e o PL terá participação significativa na distribuição do tempo destinado às campanhas. Nesse contexto, a possibilidade de contar com Michelle em mais compromissos públicos pode representar uma mudança na organização das agendas da legenda. A decisão final, porém, depende das autoridades responsáveis pela análise do pedido apresentado pelo partido.

Por enquanto, o que está confirmado é que o PL pretende buscar autorização para que Michelle possa contar com a irmã nos cuidados de Jair Bolsonaro, liberando-a para ampliar sua participação na campanha. O caso deve continuar sendo acompanhado de perto, especialmente porque envolve uma figura que atualmente ocupa posição relevante tanto na disputa pelo Senado no Distrito Federal quanto na estratégia eleitoral do partido. Com a aproximação do início oficial da propaganda eleitoral, os próximos passos da Justiça poderão definir como Michelle dividirá seu tempo entre as responsabilidades familiares e a agenda política de 2026.